sábado, 23 de novembro de 2013

Aniversário da Escola de Capoeira Atleta do Bem.

"Com muita humildade conseguimos vencer todas as dificuldades do caminho, nesse tempo erramos muito e aprendemos com cada erro, mas também acertamos muito, crescemos criamos novos amigos e mantemos os antigos. Muitos levantarão junto essa causa que não é só minha e sim de todos que gostam da capoeira, do esporte e da educação. Quero agradecer todas da família e  os que já passaram pelo grupo, são todos importantes para o nosso crescimento: nossos graduados, monitores, formados e estagiários. Obrigado para aqueles que nos representam em outros estados e países, estamos sempre juntos em pensamento, e até para aqueles que tentaram nos atrapalhar vocês só fizeram com que nos fortalecêssemos ainda mais, obrigado e muito obrigado !!!" - palavras do Mestrando Mario Marcio.



Dia da Consciência Negra - Escola Estadual Padre João Tomes.



Nesta sexta-feira (22), na Escola Estadual Padre João Tomes, ocorreram diversas exposições de figuras, mascara e jarros africanos, e apresentações de dança, leitura de poesia e capoeira, e a Escola de Capoeira Atleta do Bem não poderia estar de fora desta festa. O professor de ed. física Rodrigo e o professor de matemática Celson André em conjunto fizeram uma roda de capoeira com os alunos da referida Escola Padre João Tomes.
A roda de capoeira apresentada pelo formada pelo Formado Marimbondo (Celson André) e professor ed. física Rodrigo foi realizada juntamente com os jovens estudantes presentes para que pudessem sentir a energia que a capoeira proporciona e conhecer um pouco da história  que nasceu no Brasil após a vinda dos africanos escravizados. Todos os estudantes  participaram da roda com palmas, jogo ou gritos de motivação para os "mandingueiros" que estavam jogando.
"A Escola de Capoeira Atleta do Bem possui essa função social de levar essa cultura brasileira e o conhecimento que a capoeira proporciona para esse jovens." - diz Formado Marimbondo.


domingo, 17 de novembro de 2013

Trânsito, assim não dá!

Dia 30 de novembro de 2013, na cidade de Três Lagoas - MS, a Escola de Capoeira Atleta do Bem estará realizando uma mobilização nas ruas da cidade para a conscientização de trânsito. Pois vemos  a cada dia que passa um aumento  significativo das estatísticas relacionadas ao número de acidentes ocorridos por mês. "É nosso dever como cidadão dessa cidade fazer algo, não só deixar para professores de escola, policiais, agentes de trânsito e outros funcionário que fazem esse papel de conscientização." diz Mestrando Mario Marcio.
Mestrando Mario Marcio juntamente com os membros do grupo sairão nas ruas para fazer mais uma ação social, "Cada um ajuda com o que tem, nós temos a capoeira como diferencial e modo de chamar realmente a atenção para essa frase ' Trânsito, assim não dá! ' " diz formado Cavalo.

Outros anos.

Está ideia não começou esse ano, já ocorreram outras edições realizadas pelo Mestrando Mario Marcio juntamente com sua equipe com a finalidade de conscientizar a população três-lagoense. Sempre com a participação e apoio da Policia Militar - PM e com o carisma e atenção da nossa população.
"Agradecemos deste já e atenção da população três-lagoense, e queremos apenas oferecer nosso melhor." - diz Mestrando Mario Marcio.

campanha de 2012

 campanha de 2012

campanha de 2012

segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Evento: Grupo Oficina

No final de semana passado dias 9 e 10, Mestrando Mario Marcio marcou presença no estado de São Paulo no evento do Grupo Oficina. Na presença do Mestre Ray e outros maravilhosos capoeiristas do grupo Oficina, entre eles Gavial. Escola Atleta do Bem marcando presença, encontrando amigos queridos e fazendo novas amizades neste maravilhoso evento. Agradecemos deste já a oportunidade.

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Origem da Capoeira

Origem

No século XVII, era costume dos povos pastores do sul da atual Angola, na África, comemorar a iniciação das jovens à vida adulta com uma cerimônia chamada n'golo (que significa "zebra" nalíngua quimbunda). Dentro da cerimônia, os homens disputavam uma competição de luta animada pelo toque de atabaques em que ganhava quem conseguisse encostar o pé na cabeça do adversário. O vencedor tinha o direito de escolher, sem ter de pagar o dote, uma noiva entre as jovens que estavam sendo iniciadas à vida adulta. Com a chegada dos invasores portugueses e a escravização dos povos africanos, esta modalidade de luta foi trazida, através do porto deBenguela, para a América, especialmente para o Brasil, onde se fixou a maior parte dos escravos africanos trazidos à América2 .
No Brasil, assim como no restante da América, os escravos africanos eram submetidos a um regime de trabalho forçado. Eram também forçados à adoção da língua portuguesa e da religião católica. Como expressão da revolta contra o tratamento violento a que eram submetidos, os escravos passaram a praticar a luta tradicional do sul de Angola nos terrenos de mata mais rala conhecidos como "capoeiras" (termo que vem do tupi kapu'era, que significa "mata que foi", se referindo aos trechos de mata que eram queimados ou cortados para abrir terreno para as plantações dos índios)3 .
A partir do século XVI, Portugal começou a enviar escravos para as suas colônias, provenientes primariamente da África Ocidental. O Brasil, com seu vasto território, foi o maior receptor da migração de escravos, com quase quarenta por cento de todos os escravos enviados através do Oceano Atlântico. Os povos mais frequentemente vendidos no Brasil faziam parte dos grupos sudanês (composto principalmente pelos povos Iorubá e Daomé), guineo-sudanês, dos povosMalesi e Hausa e do grupo banto (incluindo os kongos, os Kimbundos e os Kasanjes), provenientes dos territórios localizados atualmente em AngolaCongo e Moçambique.[carece de fontes]
A capoeira ainda é motivo de controvérsia entre os estudiosos de sua história, sobretudo no que se refere ao período compreendido entre o seu surgimento e o início do século XIX, quando aparecem os primeiros registros confiáveis com descrições sobre sua prática. 4
Jogar Capoeira ou Danse de la Guerre, de Johann Moritz Rugendas, de 1835
No século XVI, Portugal tinha um dos maiores impérios coloniais da Europa, mas carecia de mão de obra para efetivamente colonizá-lo. Para suprir este déficit, os colonos portugueses, no Brasil, tentaram, no início, capturar e escravizar os povos indígenas, algo que logo se demonstrou impraticável. A solução foi o tráfico de escravos africanos.5
A principal atividade econômica colonial do período era o cultivo da cana-de-açúcar. Os colonos portugueses estabeleciam grandes fazendas, cuja mão de obra era primariamente escrava. O escravo, vivendo em condições humilhantes e desumanas, era forçado a trabalhar à exaustão, frequentemente sofrendo castigos e punições físicas.5 Mesmo sendo em maior número, a falta de armas, a lei vigente, a discordância entre escravos de etnias rivais e o completo desconhecimento da terra em que se encontravam desencorajavam os escravos a rebelar-se.
Neste meio, começou a nascer a capoeira. Mais do que uma técnica de combate, surgiu como uma esperança de liberdade e de sobrevivência, uma ferramenta para que o negro foragido, totalmente desequipado, pudesse sobreviver ao ambiente hostil e enfrentar a caça dos capitães-do-mato, sempre armados e montados a cavalo.

Nos Quilombos

Tela de Antônio Parreiras retratandoZumbi dos Palmares um quilombola
Não tardou para que grupos de escravos fugitivos começassem a estabelecer assentamentos em áreas remotas da colônia, conhecidos como quilombos. Inicialmente assentamentos simples, alguns quilombos evoluíam atraindo mais escravos fugitivos, indígenas ou até mesmo europeus que fugiam da lei ou da repressão religiosa católica, até tornarem-se verdadeiros estados multiétnicos independentes.6
A vida nos quilombos oferecia liberdade e a oportunidade do resgate das culturas perdidas à causa da opressão colonial.6 Neste tipo de comunidade formada por diversas etnias, constantemente ameaçada pelas invasões portuguesas, a capoeira passou de uma ferramenta para a sobrevivência individual a uma arte marcial com escopo militar.
O maior dos quilombos, o Quilombo dos Palmares, resistiu por mais de cem anos aos ataques das tropas coloniais.7 Mesmo possuindo material bélico muito aquém dos utilizados pelas tropas coloniais e geralmente combatendo em menor número, resistiram a, pelo menos, 24 ataques de grupos com até 3 000 integrantes comandados por capitães do mato. Foram necessários dezoito grandes ataques de tropas militares do governo colonial para derrotar os quilombolas. Soldados portugueses relataram ser necessário mais de um dragão (militar) para capturar um quilombola, porque se defendiam com estranha técnica de ginga e luta. O governador-geral da Capitania de Pernambuco declarou ser mais difícil derrotar os quilombolas do que os invasores holandeses.6

A Urbanização

Com a transferência do então príncipe-regente dom João VI e de toda a corte portuguesa para o Brasil em 1808, devido à invasão de Portugal por tropas napoleônicas, a colônia deixou de ser uma mera fonte de produtos primários e começou finalmente a se desenvolver como nação.4 Com a subsequente abertura dos portos a todas as nações amigas,8 o monopólio português do comércio colonial efetivamente terminou. As cidades cresceram em importância e os brasileiros finalmente receberam permissões para fabricar no Brasil produtos antes importados, como o vidro.4
Já existiam registros da prática da capoeira nas cidades de SalvadorRio de Janeiro e Recifedesde o século XVIII, mas o grande aumento do número de escravos urbanos e da própria vida social nas cidades brasileiras deu à capoeira maior facilidade de difusão e maior notoriedade. NoRio de Janeiro, as aventuras dos capoeiristas eram de tal jeito 9 que o governo, através da portarias como a de 31 de outubro de 1821, estabeleceu castigos corporais severos e outras medidas de repressão à prática de capoeira.4

Libertação dos Escravos e Proibição

Original da Lei Áurea
No fim do século XIX, a escravidão no Brasil era basicamente impraticável por diversos motivos, entre eles o sempre crescente número das fugas dos escravos e os incessantes ataques das milícias quilombolas às propriedades escravocratas. O império Brasileiro tentou amenizar os diversos problemas com medidas como a lei dos Sexagenários e a lei do Ventre Livre, mas o Brasil invevitavelmente reconheceria o fim da escravidão em 13 de maio de 1888 com a lei Áurea, sancionada pelo parlamento e assinada pela princesa Isabel.
Livres, os negros viram-se abandonados à própria sorte. Em sua grande maioria, não tinham onde viver, onde trabalhar e eram desprezados pela sociedade, que os via como vagabundos. 10 11 O aumento da oferta de mão de obra europeia e asiática do período diminuía ainda mais as oportunidades12 e logo grande parte dos negros foi marginalizada e, naturalmente, com eles a capoeira.11 13
Foi inevitável que diversos capoeiristas começassem a utilizar suas habilidades de formas pouco convencionais. Muitos começaram a utilizar a capoeira como guardas de corpo, mercenários, assassinos de aluguel, capangas. Grupos de capoeiristas conhecidos como maltas aterrorizavam o Rio de Janeiro. Em pouco tempo, mais especificamente em 1890, a República Brasileiradecretou a proibição da capoeira em todo o território nacional,14 vista a situação caótica da capital brasileira e a notável vantagem que um capoeirista levava no confronto corporal contra um policial.13
Devido à proibição, qualquer cidadão pego praticando capoeira era preso, torturado e muitas vezes mutilado pela polícia. A capoeira, após um breve período de liberdade, via-se mais uma vez malvista e perseguida. Expressões culturais como a roda de capoeira eram praticadas em locais afastados ou escondidos e, geralmente, os capoeiristas deixavam alguém de sentinela para avisar de uma eventual chegada da polícia.

A Luta Regional Baiana

Em 1932, um período em que a perseguição à capoeira já não era tão acentuada, mestre Bimba, exímio lutador no ringue e em lutas de rua ilegais, fundou em Salvador a primeira academia de capoeira da história. Bimba, ao analisar o modo como diversos capoeiristas utilizavam suas habilidades para impressionar turistas, acreditava que a capoeira estaria perdendo sua eficiência como arte marcial. Dessa forma, Bimba, com auxílio de seu aluno José Cisnando Lima, enxugou a capoeira, tornando-a mais eficiente para o combate e inseriu alguns movimentos de outras artes marciais, como o batuque. Mestre Bimba também desenvolveu um dos primeiros métodos de treinamento sistemático para a capoeira. Como a palavra capoeira ainda era proibida pelo código Penal, Bimba chamou seu novo estilo de Luta Regional Baiana.15
Em 1937, Bimba fundou o centro de Cultura Física e Luta Regional, com alvará da secretaria da Educação, Saúde e Assistência de Salvador. Seu trabalho obteve aceitação social, passando a ensinar para as elites econômicas, políticas, militares e universitárias.15 Finalmente, em 1940, a capoeira saiu do código Penal brasileiro e deixou definitivamente a ilegalidade. Começou, então, um longo processo de desmarginalização da capoeira.
Em pouco tempo a notoriedade da capoeira de Bimba demonstrou ser um incômodo aos capoeiristas tradicionais, que perdiam espaço e continuavam a ser malvistos. Esta situação desigual começou a mudar com a inauguração do Centro Esportivo de Capoeira Angola, em 1941, por mestre Pastinha. Localizado no Pelourinho, em Salvador, o centro atraía diversos capoeiristas que preferiam manter a capoeira em sua forma mais original possível. Em breve, a notoriedade do centro cunhou em definitivo o termo "capoeira angola" como nome do estilo tradicional de capoeira. O termo não era novo, sendo, já na época do império, a prática da capoeira apelidada, em alguns locais, de "brincar de angola" e diversos outros mestres que não seguiam a linha de Pastinha acabaram adotando-o.16

Fonte: Wiikipédia, Dicionário Histórico, Livros de História on-line.